Terça-Feira, 16 de outubro de 2018


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Saúde

O risco que as dietas milagrosas causam à saúde

A visibilidade e aceitação dessas dietas é maior na web, as pessoas hoje em dia bus- cam métodos rápidos de emagrecimento e a internet torna isso acessível porém de um modo raso.


Sthefany Oliveira

11/06/2018 18h38 - Atualizado em 11/06/2018 18h38


Nutricionista é o profissional de nível universitário, quali- ficado por formação e experiência para atuar nos serviços de Saúde Pública e atenção médica institucional, indispensável para a melhoria da nutrição humana e manutenção do mais alto grau de saúde. Não existem milagres e nem almoço grátis, o que significa que não é possível perder peso tão rápido e com saúde. Por isso, muitos batem na tecla: é preciso fazer dietas com acompanhamento profissional. A chave para alcançar as mudanças desejadas está justamente na reeducação alimentar, e muitas vezes a perda de peso não acontece tão rapidamente quanto nas dietas milagrosas — ou malucas, como também são conhecidas.

Na rede social só é possível ver a aparência e não a reação corporal de cada um. Equivocadamente, algumas orientam as pessoas a parar de consumir alimentos importantes ao organismo, como carboidratos, vitaminas, cálcio, ferro, fibras e até gorduras. À longo prazo, essas dietas colocam a saúde em risco. As medidas radicais para emagrecer rapidamente podem até levar a uma perda de peso nos primeiros dias mas na maioria dos casos esse emagrecimento é temporário, pois foi resultado de uma alteração brusca na composição alimentar que causa perda de água do corpo e não gordura, a perda de peso acelerada e instantânea impede a perda de gordura corporal, e logo a alimentação normal seja retomada, esse líquido perdido retorna, trazendo o peso de volta.

Um dos motivos que levam as pessoas a buscarem por essas dietas negativas é a falsa impressão de que após atingirem o corpo ideal nós conseguiremos ser felizes. O corpo é uma consequência de hábitos alimentares saudavéis, equilíbrio e consciência alimentar, uma dieta que não seja individualizada prejudica o metabolismo e posteriormente pode acarretar em danos a longo prazo. “Não faz muito sentido para quem é profissional da área da saúde, só buscar pela magreza. Uma coisa não vem sozinha, sempre é acompanhada de outra. É uma consequência, as pessoas querem pular etapas e estão se comparando muito, a internet acaba por fazer isso com a gente. A gente se olha e vê só a parte liquída, sem saber o que está por trás de um antes e depois da modelo, da mulher que era gorda e ficou magra. A saúde, os hábitos, isso nós não vemos, ela pode estar magra e doente”, disse Gabriela Krummenauer, estudante de nutrição.

Gabriela mantêm uma rede social com dicas e vivências da sua trajetória vegana. (Foto:Reprodução/Instagram)

A busca pelo emagrecimento e “corpo perfeito” atinge principalmente as mulheres, devido a midiatização de corpos magros como padrão e todo um sistema – principalmente econômico – que produz roupas e acessórios pensando no público magro. Bulimia e Anorexia permanecem como doenças tabus dentro da sociedade, o que acarreta em mais pessoas praticantes. “Durante muitos anos busquei por dietas que dessem resultados rápidos, parei de comer diversas coisas e vomitava sempre que me sentia saciada, me pesava diariamente e qualquer mínimo comentário sobre meu porte físico já me fazia comer menos ainda e realizar exercícios físicos exageradamente”, disse Maria de Lurdes*, bulimica e adepta das dietas.

*Usado nome fictício para identificar entrevistada.


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